Brasil rural, o país que dá certo

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O meio rural é composto por trabalhadores que superam as dificuldades para melhorar o trôpego Brasil

A pujança do Agronegócio brasileiro: setor sério, idôneo, que se autorregula e serve de modelo em produtividade a países desenvolvidos, bem como é referência em desempenho

O Brasil que dá certo. Assim pode ser definido o Mercado Agropecuário nacional. Um setor sério, idôneo, que se autorregula, haja vista que serve de modelo em produtividade e desempenho ao resto do mundo, inclusive, sendo referência para países desenvolvidos. O caipira de outrora, hoje, está moderno e faz de seu árduo trabalho o sustento de uma enorme cadeia econômica-social, sempre valorizando princípios éticos-morais, preservando a integridade da fauna e da flora com muito respeito e amor.

Faz-se necessário ressaltar os bons tratos e os cuidados para com os animais que os homens do Agronegócio têm, especialmente os profissionais da indústria equestre. É repugnante ver o setor sendo constantemente atacado por políticos corruptos e pseudoativistas, que usam de meios espúrios para desqualificar uma atividade que, repito, é modelo para países de primeiro mundo. O meio rural é composto por pessoas trabalhadoras, que superam as dificuldades para melhorar o trôpego Brasil.

O momento sócio-político-econômico no Brasil é lastimável. Em Primeira Instância os corruptos são condenados e, invariavelmente, o Supremo Tribunal Federal os absolve. A incerteza impera. Enquanto não tivermos uma posição firme do que acontecerá, os ricos reterão os investimentos, a classe média continuará sem dinheiro e os pobres passarão por dificuldades. Diante deste cenário, o mercado de leilões rurais se apresenta da seguinte forma: muitos pregões, mas com baixa liquidez. Em longo prazo isso pode ser desastroso, uma vez que há muitos produtores reduzindo os criatórios e até promovendo liquidações para encerrar a atividade. No entanto, os mais otimistas, como eu, acreditam que as crises sirvam para chacoalhar a árvore que dá frutos, ou seja, prosperando somente os bons e sadios, excluindo do mercado os que não se profissionalizam nem evoluem.

Aplaudo a paixão do pecuarista – que defende o bem-estar animal, e a responsabilidade do agricultor – que investe em técnicas e tecnologias para aumentar a produtividade num menor espaço de terra, tendo como premissa a preservação do verde e da água. Esta seara é orgulho nacional, a parte que funciona do combalido Brasil. Segundo o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o rebanho bovino verde-amarelo é de aproximadamente 200 milhões de cabeças, sendo o maior do mundo. Os animais estão espalhados em 170 milhões de hectares de terras, do Oiapoque ao Chui, uma vez que a Pecuária é a única atividade que está presente em 100% dos municípios brasileiros. O país é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo (09 milhões de toneladas), ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O consumo de carne bovina per capita é de 40 Kg, estando à frente de diversos países desenvolvidos. Líder em exportação, com ganhos de US$ 6 bilhões ao ano. Diretamente, a Pecuária emprega mais de 7 milhões de pessoas. E os subprodutos do abate servem de matéria prima para dezenas de outros setores.

O levantamento da safra 2015/2016 divulgado pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) aponta que a produção brasileira de grãos totalizou 186,4 milhões de toneladas – “o verdadeiro celeiro do mundo”. Já a Pecuária ajuda a manter preservadas 61% das áreas originais de floresta, enquanto a média mundial é inferior a 25%. Logo, “a produção nacional é socialmente justa e ambientalmente responsável”.

A pujança do Agronegócio parece infindável, mesmo com as desastrosas políticas agrícolas, que não mantêm ações coerentes e coesas a cada novo governo que assume o poder. Ah, se a máquina pública brasileira fosse enxuta e funcionasse… Ainda em termos de contextualização, a indústria do cavalo cresceu quase 12% ao ano na última década. Em 2006, o faturamento foi da ordem de R$ 7,5 bilhões e, em 2015, saltou para R$ 16 bilhões. A Equinocultura já é maior do que diversas indústrias primárias, como feijão, trigo, laranja e algodão. O setor emprega 600.000 pessoas diretamente e mais de 3.000.000 indiretamente. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem 5,5 milhões de equinos no Brasil (quarto maior plantel do mundo), atrás somente de Estados Unidos (9,5 milhões); China (6,8 milhões), e México (6,3 milhões).

Sou favorável à padronização do bem-estar animal, principalmente em relação às cadeias produtivas. Isso envolve códigos morais e éticos. Em se tratando de provas equestres, digo com todas as letras: não há maus tratos! Falo com a propriedade de quem vivencia este meio desde a infância. Sempre ressalto que o cavalo é o melhor amigo do homem (mais sincero até mesmo do que o cachorro). Quando não gosta de você, ele murcha a orelha, dá um chega pra lá com a cabeça e até manda o pé. Mas se gosta de você, aquele ser de 500 Kg torna-se um parceiro fiel, entregando-se totalmente à relação, pronto a ficar ao seu lado sob qualquer condição. Como sei disso? Há centenas de anos o homem aprendeu a se comunicar de diversas formas com os equinos, seja por gestos, sons, sinais.

Engana-se quem pensa que o mercado equestre é excludente, sendo dominado somente por abastados. Pelo contrário, hoje a base do setor é preenchida por pequenos empresários e profissionais liberais, sendo boa parte destes oriundos dos grandes centros urbanos. O motivo principal deste envolvimento? O amor pelos animais! Tenho diversos amigos que comprometem boa parte de seus ganhos mensais com os equinos, pelo simples fato de tratarem bem daquele animalzinho que a família toda tanto ama. Sem falar na Equoterapia, disseminada em diversas regiões do país, trabalho que tem o cavalo como agente principal no tratamento de diversos distúrbios e doenças do homem.

Mais do que falar sobre dados estatísticos e números econômicos, ressalto que o meio do cavalo é o melhor formador de caráter para as crianças. Nas provas, a meninada lida com pessoas de diferentes etnias, credos e classes sociais: aprende sobre compreensão e respeito. Nos torneios, o jovem lida com derrotas e vitórias, trabalha a aceitação e a humildade. E, sobretudo, reconhece limites, os próprios e os do seu amado companheiro de quatro patas. Em suma, por mais que tentem destruir o Brasil, a parcela nacional do bem, que é encabeçada pelo Meio Rural, segue firme, trabalhando em dobro e bradando por Justiça, rumando para um país melhor. Eu acredito na força do campo.

Jornalista e leiloeiro rural. Especializado em Agronegócio, com pós-graduação em Marketing e Comunicação Publicitária.
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