Mais cinco personalidades ligadas ao meio equestre

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Sempre abordando o universo dos cavalos, apresento-lhes novos nomes cuja interação com os equinos também é muito forte. Do empoderamento feminino aos campos de futebol

Nesta minha nova coluna, aqui no Portal InfoHorse, trago o resumo dos meus últimos textos da seção Cavalos, publicados na íntegra no Portal do Andreoli (www.luizandreoli.com.br). São mais cinco personagens, cujas vidas estão intrinsecamente ligadas ao meio equestre. A saber: a treinadora Dalva Marques, o craque do vôlei Sérginho, o locutor da Fórmula Indy Dudu Vaz, o jornalista Marcelo Mastrobuono e o ex-jogador de futebol Edmilson. Leia, comente, curta e compartilhe:

Dalva Marques
Juíza das maiores competições de marcha de equinos e muares no Brasil, Dalva Marques é a primeira mulher a desempenhar esse papel num mundo majoritariamente masculino. Exemplo do empoderamento feminino dentro do mercado do cavalo, ela mostra delicadeza ante a força; sabedoria ante a brutalidade, e calma ante a pressa.

Dalva é também treinadora, criadora e comerciante de equídeos. Junto ao marido, Silvio Parizi, ela comanda um dos melhores centros de treinamento equestre do Estado de São Paulo, o Rancho Bigorna, localizado em São Sebastião da Grama.

Com persistência, humildade e sabedoria, Dalva Marques comprova que o cavalo é um animal que ensina mais sobre nós mesmos do que sobre eles. “Além do auto-conhecimento, eles nos proporcionam vivências incríveis, que nos ensinam sobre respeito e liderança, motivando-nos a construir e a realizar novos sonhos, dia após dia”, diz a sábia amazona, cujos objetivos futuros são divulgar a sua recém-lançada grife de moda feminina de estilo western, Mulher Muladeira, e escrever um livro de reminiscências. Um espetáculo!

Sérginho do Vôlei
O atleta bicampeão olímpico de vôlei, Sérgio Dutra Santos, mais conhecido como Sérginho ou Escadinha, conquistou quatro medalhas olímpicas, sendo duas delas de ouro. Da infância humilde, lá no Paraná, ele conta que começou a se relacionar com os cavalos através do incentivo do avô Chico, que tinha um cavalinho. Durante as férias, o então menino franzino, que posteriormente ganharia o mundo devido à habilidade como líbero no volleyball, ia de charrete com o avô para a roça. “Logo fiquei apaixonado pelos equinos e coloquei na minha cabeça que um dia teria um cavalo”.

Superando todas as dificuldades, Sérginho realizou mais este sonho. Hoje, ele tem um haras na cidade de Jarinú, no interior de São Paulo. “Prestei homenagem ao meu avô. O nosso criatório de cavalos Campolina e Mangalarga Marchador se chama Vô Chico. Além de fazer cavalgadas, eu participo de provas de marcha”, diz o simpático e humilde jogador.

Considerado um dos mais habilidosos jogadores de vôlei da história, Sérginho resume o que sente pelos cavalos: “o que mais aprecio é o andamento. A comodidade de sela, o temperamento e a beleza também contam. Eu preciso montar toda semana, senão fico louco. E isso me faz tão bem. Eu nunca vi uma pessoa triste em cima de um cavalo”.

Dudu Vaz
Sua relação com o agronegócio começou desde a infância. Eduardo Vaz, o Dudu, morava numa fazenda com a família, em Pratânia/SP, e logo cedo pegou gosto pela vida no campo. À época, o seu pai criava gado Holandês e também tinha alguns equinos das raças Mangalarga e Mangalarga Marchador. “Nasci em cima de um cavalo”, conta o experiente locutor esportivo, que tem no currículo a participação em 06 Olimpíadas, trabalhando pela Band e pela Record. Atualmente, ele é o narrador oficial da Fórmula Indy, além de seguir a carreira de leiloeiro rural e, mais recentemente, idealizar a ZRTV, empresa que faz transmissões de eventos pela internet, tanto ligados ao meio rural como ao futebol.

Sua vida profissional no mundo dos remates começou em 1978, na Programa Leilões, tendo apoio do pai, que à época tinha o melhor gado Holandês do país. Foi então que começou a viajar Brasil afora, fazendo com que se mudasse para São Paulo. Dentro do universo dos pregões, passou por manejo, pista e escritório, até chegar a ser leiloeiro.

“O mercado do cavalo tem muito a crescer. O povo brasileiro é apaixonado pelo campo. Faz parte das nossas raízes. Depois da crise, estamos voltando a nos recuperar e as vendas em leilões este ano já dão indícios disso”, finaliza Dudu, sempre com o seu vozeirão.

Fotomontagem / Fotos cedidas
Mais cinco personalidades cujas vidas têm ligação com os cavalos
Mais cinco personalidades cujas vidas têm ligação com os cavalos

Marcelo Mastrobuono
“A minha história com os equinos começou como a de muita gente, desde criança. Eu morava em Porto Feliz, no interior de São Paulo, e vivia correndo atrás de gente que tinha cavalos para poder cavalgar também. Aos sete, ganhei uma égua do meu pai, chamada Pomba. Eu era um moleque daqueles que podemos chamar de hiperativo. Gostava de pegar a minha companheira equestre e sair por aí… Depois de um certo tempo, tivemos que nos desfazer do animal, por falta de espaço”, conta Marcelo Mastrobuono, hoje editor-chefe da revista Horse, a mais conhecida do setor.

Além de jornalista, Marcelo é músico. Tal faceta eu confesso que desconhecia. “Pois é… Poucos sabem disso. Mas eu toquei trompete por muitos anos. Trabalhei com grandes nomes da música brasileira, como Agnaldo Rayol, por exemplo”. Isso muito me surpreendeu, pois não sabia deste lado artístico do responsável pela revista equestre de maior longevidade no Brasil, com atuação ininterrupta há 25 anos. “A convivência com os cavalos me ajudou a lapidar todos os conceitos de minha formação. O que a gente aprende com os pais e que, com o decorrer do tempo, acabam entrando no cotidiano sem nem darmos a devida atenção, são reforçados pelos equinos, como concentração, atenção, paciência, respeito, compreensão, sensibilidade, equilíbrio e determinação”.

Edmilson do Futebol
O menino Edmilson José Gomes de Moraes brincava de bola nos campinhos da Vila São Sebastião, em Taquaritinga/SP. Nem ele nem a família imaginavam que o mundo do futebol iria lhe sorrir. Com passagens por grandes clubes, como São Paulo, no Brasil, e Barcelona, na Espanha, ele se tornou um meio-campista sempre presente nas convocações da seleção brasileira nos anos 2000, consagrando-se com inúmeros títulos internacionais, sendo o mais expressivo o pentacampeonato mundial com a camisa verde-amarela.

Há 12 anos, ele e a esposa, Siméia de Moraes, criaram a Fundação Edmilson, cujo objetivo é assistir crianças e adolescentes carentes, em situação de vulnerabilidade social, em sua cidade natal. De lá pra cá, a entidade já contribuiu para a formação de 5.000 jovens cidadãos. Por causa do projeto, o ex-jogador se aproximou do mundo dos cavalos, participando de três edições do Leilão Grandes Marcas (que este ano será no próximo dia 21, às 13 horas, no Red Eventos, em Jaguariúna/SP), leiloando camisas autografadas para captar recursos para a entidade. A parceria deu certo! Futebol e cavalos: paixões nacionais.

Após frequentar os leilões da raça Mangalarga, Edmilson ficou encantado: “o cavalo mostra imponência, estilo e beleza. É um dos animais que mais inspiram os atletas de alto nível”, diz o boleiro, cujo foco e consciência estão sempre estampados no seu jeito de ser.

Flávia Raucci Facchini é Diretora de Marketing do Haras Três Rios, criatório de cavalos da raça Mangalarga, localizado em Itatiba/SP, com cerca de 50 anos de tradição.
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1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns Dalva! Sempre desempenhando seu papel de juíza com imparcialidade, fazendo explanações claras e objetivas. Sucesso! Grande abraço!

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