Calma, brava gente!

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A discussão deve ser sobre a verdadeira reforma política. É preciso enxugar a máquina pública e fiscalizar os governantes para que não defendam apenas os próprios interesses

Boa tarde! Eu me chamo Marcelo Pardini, tenho 36 anos de idade, sou jornalista, pós-graduado em Marketing e Comunicação Publicitária, e leiloeiro rural. Uso as redes sociais, fundamentalmente, para manter contato com os amigos, divulgar o meu trabalho e estreitar parcerias comerciais. Devido ao conturbado momento sócio-político-econômico brasileiro, acho oportuno fazer uma breve reflexão sobre o tema. Antes de dar sugestões, fazer críticas ou tecer elogios, sugiro que você leia todas as linhas a seguir com parcimônia, despido de pré-conceitos. Leva apenas 05 minutinhos…

Esta análise é bem simplória, apartidária, tendo como intuito pontuar algumas questões díspares que vêm sendo debatidas de forma exacerbada e bastante agressiva nos últimos meses. Estamos todos no mesmo barco. Então… Calma, brava gente!

Para contribuirmos com o nosso país, antes de tudo, temos que melhorar a nós mesmos. Como? Sendo os melhores possíveis dentro das nossas limitações, ou seja, buscando a evolução, apesar dos inúmeros defeitos e erros que temos. Cito alguns exemplos que elucidam isso: já furei fila de banco; comprei DVD pirata; joguei lixo na rua. Hoje em dia, não repito tais atos, pois acredito que eu sendo bom, estimulo o próximo a ser bom, daí formamos uma corrente de pessoas do bem, que nada mais querem do que um país seguro, mais igualitário, com Leis claras e justas, oportunidades de emprego, boas escolas, hospitais e estradas descentes. Calma, brava gente!

Em minha opinião, a verdadeira discussão deve girar em torno da real reforma política. É preciso enxugar a máquina pública. Desde o Brasil-colônia, salvo raras exceções, os políticos brasileiros defendem apenas os próprios interesses e suprem as necessidades daqueles que os cercam, não ligando para os anseios do povo. Sendo assim, por que fomentar partidos? Por que viabilizar fundo partidário? Por que não balizar os ganhos dos agentes públicos com o restante da classe trabalhadora do país, atrelando-os ao salário mínimo nacional? Realmente é preciso tantos vereadores, deputados, senadores, além do sem-número de cargos comissionados para gerir o país? Política tem que deixar de ser cabide de emprego, trampolim de carreira, nepotismo. Calma, brava gente!

Há pessoas realmente comprometidas em fazer a diferença na Política. No entanto, o mecanismo precisa ser desmantelado. O meio é podre, propenso à corrupção. Culturalmente, o brasileiro acha que “o que é público não tem dono”. Sendo assim, como o governo é incompetente na gestão do bem comum, que sejam feitas privatizações, ficando o Estado responsável pelo básico: Educação, Segurança, Saúde e Transporte. Vide as parcerias público-privadas, especialmente em hospitais e instituições educacionais. Com boa vontade, administração competente e contratações via meritocracia dá para beneficiar a população. Calma, brava gente!

Eu acredito no Brasil. O nosso país tem uma força imensurável. Vide o Agronegócio, que mesmo sofrendo com tantas mazelas, barreiras e desatinos de governantes, registra crescimento ano a ano. A pujança do setor é algo incontestável, fruto do trabalho de homens idôneos, cujas iniciativas servem de modelo em produtividade a países desenvolvidos, sendo referência em desempenho. O caipira de outrora, hoje está moderno e faz de seu árduo trabalho o sustento de uma enorme cadeia, sempre valorizando princípios ético-morais, preservando a integridade da fauna e da flora. Calma, brava gente!

Empoderamento feminino? O real poder da mulher eu vejo através das minhas avós: uma que ficou viúva cedo e deu conta de criar quatro filhos com muito esmero, zelo e amor, e a outra que cuidou dos afazeres do lar e da educação das meninas para dar total suporte ao marido prover a família. Aplaudo a minha mãe, que junto ao meu pai, sempre trabalhou duro para que eu, minha irmã e meu irmão nos tornássemos pessoas íntegras, corretas, com brio, bons modos e força para superar as dificuldades. Valorizo a minha irmã, as minhas tias e primas, a minha noiva e tantas amigas, que não se prostraram e tiveram discernimento para construir os próprios caminhos. Graças a Deus, a nova geração já está saindo melhor do que nós… Calma, brava gente!

Falando nisso, votei em Joice Hasselmann, Janaína Paschoal e Mara Gabrilli. Elas têm a minha confiança para exercerem bons mandatos. As três apresentam falhas e até incoerências? Claro! Mas, fundamentalmente, escreveram suas biografias com trabalho, empenho, dedicação, estudo, comprometimento com causas dignas. Não ficam por aí fazendo barulho, com peitos à mostra, axilas sem depilar e vociferando barbaridades, subjugando-se. Calma, brava gente!

Antes do diálogo é preciso respeito. Há que se discordar sim. Mas, sobretudo, há que se respeitar. Não é porque gosto do verde, que não acho o azul belo. Não é porque trabalho duramente para pagar as contas no final do mês, que não admiro os mais abastados, tampouco menosprezo os menos favorecidos. Não é porque gosto de jogar tênis, que não prestigio o futebol. Não é porque sou são-paulino, que não brinco com o corintiano. Não é porque sinto prazer em andar a cavalo, que sou contra quem anda de bicicleta. Não é porque crio cachorros, que não aceito os que preferem adotar pets. Não é porque como carne, que não sento à mesa com o vegetariano. Não é porque sou heterossexual, que não respeito o homossexual. Calma, brava gente!

Em suma, os mais otimistas (incluo-me neste grupo) acreditam que as crises sirvam para chacoalhar a árvore que dá frutos, prosperando somente os bons e sadios, excluindo os podres – “quem lança a culpa nos outros é porque não aceita as culpas que têm”, Chico Xavier. Saúdo o produtor rural, o verdadeiro defensor do bem-estar animal, que investe em técnicas e tecnologias para aumentar a produtividade num menor espaço de terra, tendo como premissa a preservação do verde e da água. Calma, brava gente!

“Não há Fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade”. Cito a epígrafe de “O Evangelho segundo o Espiritismo” para me despedir com um afetuoso abraço… Calma, brava gente!

Jornalista e leiloeiro rural. Especializado em Agronegócio, com pós-graduação em Marketing e Comunicação Publicitária.
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